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Hackers expõem 1 milhão de registros do governo da Dinamarca na web

Por PC World/EUA

Divulgado de forma anônima via Bittorrent, banco de dados traz o perfil financeiro e societário de todas as empresas dinamarquesas.

Um milhão de registros de um banco de dados mantido pelo governo da Dinamarca foram publicados domingo (21/8) na Internet por um hacker não identificado. Em mensagem no site Pirate Bay, o hacker afirmou que os registros foram divulgados em protesto contra as práticas do governo, que utiliza recursos públicos para processar os registros e, depois, cobra pelo acesso a eles.
Os registros em questão foram divulgados na forma de um arquivo Bittorrent, por meio do Pirate Bay. No caso, não é tanto o conteúdo que chama atenção - eles trazem perfis das empresas dinamarquesas, segundo o hacker. O banco de dados pode ser consultado no site do governo, mas "não está disponível em massa a menos que você compre uma licença".
O hacker disse que os registros foram "obtidos durante meados de julho de 2011 por meio da coleta sistemática a partir de áreas públicas do site do governo".
De acordo com uma tradução do site fornecida pelo governo dinamarquês, os registros contêm dados básicos sobre todas as empresas públicas e privadas da Dinamarca, independentemente da estrutura organizacional e econômica.
"Além disso", destaca o site, "os registros contêm informações detalhadas sobre todas as companhias limitadas, incluindo relatórios fiscais, informações financeiras e de gestão, status, etc. Toda essa informação está disponível para compra e download. Todos os principais cartões de crédito são aceitos."
Embora as autoridades dinamarquesas tenham informado que há apenas 550 mil empresas na Dinamarca, o hacker explicou que o banco de dados contém 1 milhão de registros porque há também registros de empresas encerradas.
"Este dado está disponível gratuitamente porque é errado que o governo da Dinamarca exija que seus cidadãos forneçam dados para os bancos de dados públicos, para depois usar o dinheiro dos impostos para coletar, organizar e armazenar os dados, apenas para pedir aos cidadãos que paguem se quiserem acessar a mesma informação", escreveu o hacker.
(John P. Mello Jr.)

 

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