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Anonymous negam autoria de ação contra o Facebook

Por Cauê Fabiano para o IDG Now!

Via Twitter, perfil que divulga operações do grupo desmente articulação de ataque à rede social e pede que os veículos de imprensa "parem de mentir"

 

Ao que parece, o “fim do mundo” das redes sociais não será comandado pelo Anonymous. O grupo negou que esteja por trás da #OpFacebook, uma operação que pretende matar a rede social de Mark Zuckerberg no dia 5 de novembro, de acordo com um vídeo postado no YouTube que usa o nome do grupo. 
“À imprensa: veículos do mundo, parem de mentir. #OpFacebook é apenas outra mentira! Nós não “mataremos” o mensageiro. Este não é nosso estilo” escreveu o Anonymous no perfil do Twitter anonops, conhecido por divulgar as operações da organização. “Não sejam ingênuos. Coisas importantes estão acontecendo no mundo para perdermos tempo com equívocos como #OpFacebook. Vamos manter nosso estilo e moral”. 
Por ser uma organização de hackers anônima, que não possui seus membros propriamente identificados, isso permite que qualquer pessoa se passe ou se considere um “Anon”. Ainda no perfil da rede de microblogs, o grupo afirma que a convocação para operação está em curso, mas que não é um ato feito pelos hackers do grupo como um todo. “OpFacebook está sendo organizada por alguns Anons. Isso não necessariamente significa que todos os #Anonymous concordem com ela” explicou em outro post.
O Anonymous ganhou notoriedade no fim do ano passado, quando orquestrou ataques a sites da Visa, Mastercard, PayPal, entre outros, em defesa a sanções impostas ao WikiLeaks, organização sem fins lucrativos que vazou diversos documentos sigilosos de nações ao redor do mundo.
O grupo sempre ressaltou a importância o uso de redes sociais como o próprio Facebook e o Twitter para organização de manifestações contra regimes ditatoriais. Exemplos desse tipo foram as revoluções nos países árabes. No Egito, por exemplo, as revoltas populares levaram à queda do ditador Hosni Mubarak. Até gigantes como o Google e o Twitter se uniram para fornecer meios para que as pessoas pudessem se comunicar e utilizar serviços web que, à época, estavam bloqueados. 
Atritos
Não é primeira vez que os hackers se manifestam contra uma rede social. Quando o Google excluiu as contas do Anonymous do Gmail e do Google+ , o grupo anunciou que criaria um site de relacionamentos próprio, o AnonPlus.
 

 

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