Pular para o conteúdo principal

baterias de celular serão carregadas a partir de conversas


No  No futuro, baterias de celular serão carregadas a partir de conversas por voz voz
 O conceito de ruídos sonoros transformados em correntes elétricas já virou protótipo e, com melhorias, pode chegar em breve ao mercado

Engenheiros eletricistas do Instituto de Nanotecnologia da Universidade de Sungkyunkwan, Coreia do Sul, desenvolveram uma técnica que permite carregar a bateria do celular usando a voz humana.

A tecnologia transforma o som em eletricidade, seja com o usuário conversando ao telefone, ou com o dispositivo em contato com músicas e ruído de fundo. "O som que está sempre presente em nosso cotidiano (...) tem sido usado como inspiração. Ele nos motivou a realizar a geração de energia, transformando energia sonora de música, fala ou ruído em energia elétrica", explicou o desenvolvedor Dr. Sang-Woo Kim ao The Telegraph.

A tecnologia usa nanofios de ZnO (óxido de zinco) dispostos entre dois eletrodos. Um captador de som é adicionado ao sistema, permitindo que, com as vibrações sonoras, os fios de óxido de zinco se comprimam e voltem ao normal, gerando eletricidade.

Um protótipo da tecnologia foi capaz de converter um som de cerca de 100 decibéis – o equivalente ao ruído dos carros – em 50 milivolts de energia elétrica.

Infelizmente, não é uma quantidade de energia capaz de carregar um celular, mas os engenheiros já trabalham em um novo material para a produção dos fios, capaz de gerar mais energia a partir de menores níveis sonoros.

"(A tecnologia) pode ser aplicada em diversos dispositivos eletrônicos com baixo consumo de energia, tais como sensores auto-alimentados e pequenos implantes corporais. Nós acreditamos que podemos fazer nanogeradores mais eficientes baseados em som", concluiu.

A tecnologia de conversão de ruídos sonoros para energia elétrica está em fase de produção desde o final do ano passado, na Coreia. Com o protótipo, a eficácia do conceito foi comprovada,  mas ainda faltam melhorias para que o serviço possa ser oferecido ao mercado.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Como a ausência da ANPD cria entraves para empresas instituírem a LGPD

A constituição da Autoridade Nacional de Proteção de Dados é peça-chave para a regulação da lei e fiscalização das práticas Por Lucas Paglia e Mateus C. Bacchini* A  Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)  só poderá começar a multar as empresas, por meio da  Autoridade Nacional de Proteção de Dados  (ANPD) , a partir de agosto de 2021, conforme lei no. 14.010/2020 sancionada pelo Presidente da República. Prevista na Lei Geral de Proteção de Dados, a ANPD tem como função zelar, implementar e fiscalizar o cumprimento da lei em todo o país.   Além disso, serve para regulamentar mais de 20 pontos da legislação e emitir diretrizes sobre o tratamento de dados pessoais. Por isso, é importante a criação da ANPD para regulação do tema. Mais de um ano após a sanção presidencial de Michel Temer, a ANPD, até o presente momento, não saiu do papel e a sua ausência tem causado grandes desafios não apenas na adequação de empresas e órgãos públicos à LGPD, mas também no cenário a...

Chinês faz live dormindo e ganha mais de 18 milhões de visualizações

Em apenas duas noites de sono, jovem conseguiu mais de R$ 46.700 em moeda virtual, o equivalente a R$ 18 mil em dinheiro de verdade. Um chinês conseguiu o que muita gente quer e acha impossível: ganhar dinheiro dormindo. Yuan San, username do rapaz no Douyin, versão chinesa do  TikTok , começou a fazer lives dormindo e viralizou com o conteúdo inusitado. Em apenas duas transmissões, o jovem recebeu 76.800 yuanes em recompensas virtuais, o equivalente a R$ 46.700 pela cotação atual da moeda chinesa. Convertendo em dinheiro de verdade, o rapaz dorminhoco conseguiu sacar aproximadamente R$ 18.600, tudo em apenas duas noites de sono, transmitidas ao vivo neste mês. Morador da província de Jiangxi, sudeste da China, Yuan San é um ator amador que originalmente publicava vídeos curtos com esquetes na plataforma. Sua decisão de transmitir a si mesmo dormindo foi tomada com o propósito de verificar se ele roncava, o que foi feito pela primeira vez dia 9 de fevereiro.  A...
Câmara aprova lei de crimes na internet Projeto segue para o Senado, mas já desperta críticas A primeira lei brasileira voltada especificamente para punir cibercrimes começa a sair do papel. Até hoje, o país não tem mecanismos legais para lidar com crimes cometidos nos meios digitais, e a justiça tem agido baseada em leis de caráter geral. O projeto aprovado pela Câmara dos Deputados na  última quarta-feira (23/05) pode se transformar na primeira lei criada para combater delitos virtuais. Mas, o caminho para o texto final foi mais que tortuoso. As discussões em torno da nova lei seguiram uma velocidade nada digital: nada menos que 13 anos se passaram desde que a primeira proposta foi apresentada. Essa primeira proposta ficou conhecida como Lei Azeredo, em referência ao deputado Eduardo Azeredo, do PSDB de Minas Gerais, que a encabeçou. O projeto original tinha 23 artigos mas, para conseguir a aprovação da Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara, acabaram restando apena...