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Netflix dobra número de séries para compensar a perda de filmes

A chegada de outros serviços de streaming está tendo forte impacto no catálogo da Netflix

Foto: Shutterstock
Em análise, o portal Tecnoblog utilizou números fornecidos pelo site Filmes Netflix e chegou à conclusão que o serviço de streaming perdeu 12% dos filmes de seu catálogo, mas compensou essa perda dobrando o número de séries.
Já que os títulos licenciados estão indo para concorrentes, como Amazon Prime Video, Globoplay e Disney+, a Netflix está apostando como nunca em produções originais. Com a ajuda dos dados que o Filmes Netflix gera todos os dias, foi possível perceber o quanto o catálogo do serviço mudou com o passar do tempo.
Em fevereiro de 2016, quando o site começou a recolher as informações, a Netflix possuía, no total, 3.272 filmes e 642 séries. Desde então, o número de filmes quase sempre teve tendência à queda, enquanto o número de séries só aumentou.
No levantamento mais recente, de 8 de dezembro de 2019, a Netflix do Brasil tinha 2.872 filmes e 1.432 séries em seu catálogo, uma diminuição de 12% nas opções de filmes e um aumento de 123% no número de séries no decorrer dos últimos três anos.
E o mesmo aconteceu nos Estados Unidos em relação aos filmes: um estudo do portal Streaming Observer mostrou que o catálogo estadunidense tinha 6.494 filmes em março, o numero caiu para 4.335 no mesmo mês de 2016 e chegou a 3.849 em novembro de 2019.
Com as séries foi diferente e o número de títulos no catálogo apenas flutuou de 1.609 em 2014, para 1.197 em 2016 e, então, 1.784 este ano.
Para compensar essa inconsistência, a Netflix vem investindo em conteúdos originais que darão lugar aos títulos da Warner, da Disney e da Fox que sairão do catálogo em breve. Já foram US$ 12 bilhões em 2018 e a estimativa para 2019 é de US$ 15 milhões em gastos para essa finalidade.
Ainda assim, nos Estados Unidos, 63% do tempo gasto na Netflix é em conteúdos licenciados, como as séries “The Office” e “Friends”.
Será que a Netflix será capaz de contornar essa crise com a chegada de outros serviços de streaming a outros países?

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