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SEGURANÇA


Hackers brasileiros revolucionam a forma de esconder malwares

Agora, os cibercriminosos estão criptografando grupos de bits, com uma senha para decifração, e até escondendo vírus em imagens JPG



Você, provavelmente, estuda para melhorar e inovar em seu trabalho. Ao que parece, os hackers brasileiros também, já que os "nossos" cibercriminosos estão revolucionando esse mundo com novas maneiras de esconder malwares em arquivos, infectando mais e mais vítimas.

Em novembro, o time da América Latina do GReAT (Time de Pesquisa e Análise Global, em português), pertencente ao Kaspersky Lab, identificou trojans que utilizavam o chamado ciframento em bloco (block cipher, em inglês). É a primeira vez que a técnica de criptografia de dados é usada para este fim, ou seja, para a produção de malwares, segundo Dmitry Bestuzhev, diretor da GReAT latino-americana.

O golpe chega ao usuário por meio de uma mensagem de phishing. Só que o diferencial da vez é o fato deste tipo de mensagem forçar a vítima a instalar um software para acesso à conta bancária. Se executado, o usuário se infecta, e esse novo malware fica por muito mais tempo em atividade, pois a técnica criptografa grupos de bits que necessitam de uma chave ou senha para serem decifrados.

Para Dmitry, o uso de ciframento em bloco representa uma grande sofisticação dos golpes virtuais no Brasil, país que, até então, era conhecido por ter códigos maliciosos simples, em comparação com os feitos em outros cantos do planeta.

Outro novo meio utilizado pelos hackers nacionais se chama esteganografia e impressiona em sua engenhosidade: a utilização de imagens JPG para camuflagem dos trojans. Com isso, os cibercriminosos conseguem enganar sistemas de análise, já que o vírus passa pelo arquivo como se fosse uma simples imagem.

Outro "benefício" da nova técnica é que administradores de redes corporativas não são capazes de identificar o golpe, mantendo, assim, os arquivos online por mais tempo. Além disso, pode haver falta de conhecimento por parte dos analistas de malware.

Segundo o especialista, os criadores dessas novas técnicas estão disseminando os golpes de 2 em 2 dias. "Até o momento, o algoritmo de criptografia foi o mesmo, mas tenho certeza que ele será alterado após nossa divulgação", afirma.


fonte: olhar digital

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